O DESAFIO DE SER JOVEM NA ATUALIDADE


28 de julho de 2022  FUTURO

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) é considerado jovem uma pessoa entre 15 a 24 anos. No Brasil, desde 2005, com a criação da Secretaria Nacional de Políticas de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude, a população jovem é a de 15 a 29 anos.

Comumente, esse grupo já enfrentava alguns desafios e inseguranças em vários âmbitos da vida, porém, com a crise causada pela Covid-19, fez com que a pandemia acentuasse essa realidade. Críticos, eles procuram respostas para melhorar a situação do país, sem fugir da sua responsabilidade.

No conteúdo a seguir, confira um pouco mais sobre os desafios dos jovens pós-pandemia, perspectivas para juventude e os cenários brasileiros para os jovens.

Boa leitura!

Juventude na atualidade

Com olhar voltado para o futuro mesmo em meio às incertezas, durante a juventude há um “mix de sensações”, que envolve: a relação com a família, aspectos sentimentais, trabalho e educação, além de outros. Os jovens da atualidade também têm o pensamento lógico apurado, são autodidatas e responsáveis.

Vivendo de forma pragmática, eles são práticos e vivem em busca de satisfazer sua necessidade financeira e enriquecimento pessoal, tanto no campo emocional quanto no sensorial. É a famosa “Geração Z”!

Geração Z: nascidos entre 1995 e 2010

Também chamados de nativos digitais, quem nasceu na geração Z tem uma íntima relação com o mundo digital, com a internet e com a informática. São pessoas que cresceram jogando videogames, que acompanharam de perto as inovações tecnológicas e que gostam de consumir essas inovações quando possível.

 É uma geração que não costuma criar muitos vínculos duradouros com as pessoas. Eles aprenderam a relacionar-se pelas redes sociais e por aplicativos, que evitam sair de casa. Quando podem, usam serviços delivery para não precisarem sair.

Juventude e desemprego: por onde seguir, para onde ir

Aptos a serem agentes ativos da transformação do cenário atual precisando que sua voz seja ouvida, entre as principais aflições dos jovens está o desemprego. Afinal de contas, muitos terminam seus estudos mas precisam esperar muito tempo até entrarem no mercado de trabalho, sendo uma dificuldade que já acontecia antes do coronavírus.

De acordo com especialistas, para o pós-pandemia, é necessário que os jovens adquiram novas habilidades para que de fato acabem não se tornando uma geração perdida. Entre as competências mais relevantes para o mercado do futuro, eles citam:

Falta de perspectiva dos jovens

Como visto acima, as transformações tecnológicas também estão no centro das tendências da juventude, ou seja, eles estão diante da possibilidade de um futuro promissor, mas ainda encontram obstáculos.

Exemplo disso, está na dificuldade em manter o ânimo e concentração durantes as aulas online, já que a educação mediada pela tecnologia durante o distanciamento social podem acarretar falta na perda de foco e compromisso com tarefas escolares, além da falta de computador e internet que, infelizmente, faz parte da realidade de muitos.

Entre os desafios, promover aprendizagem ativa é uma das estratégias para engajar os estudantes, para que os estudos não sejam abandonados durante a pandemia. Alguns dados do Unicef ajudam a entender o cenário:

  • O percentual de alunos desmotivados, de acordo com a percepção de pais ou responsáveis, passou de 46% em maio para 51% em julho.
  • Com o tempo, mais estudantes passaram a ter dificuldades na rotina estudantil, passando de 58% para 67% no mesmo período.
  • Além disso, aumentou de 31% para 38% o percentual estudantes cujos pais e responsáveis temem que os estudantes desistam da escola.

Para além disso, entre o desafio de ser jovem na sociedade atual, há também, as preocupações sobre o envolvimento com questões sociais e políticas.

Um estudo da Box 1824 mostrou que 63% da Geração Z defende toda causa ligada à identidade das pessoas (gênero, etnia e orientação sexual, por exemplo).

Pela internet, eles podem se manifestar livremente e expor suas opiniões sobre temas importantes, fazendo com que as minorias, em especial, virem-se em torno de temas centrais em movimentos contra homofobia, racismo, machismo, xenofobia, entre outros.

Conectados, eles são os principais responsáveis em organizar de forma online eventos e passeatas, a fim de buscar respostas para a falta de perspectiva dos jovens, criando redes de ativismo, e ainda mobilizar movimentos que saem das telas e ocupam as ruas.

Segundo uma pesquisa do Think With Google, 85% dos jovens da Geração Z disseram estar dispostos a doar parte do seu tempo para alguma causa.

Promovendo esse contato com os trabalhados sociais, além de fortalecer os jovens como sujeitos de direito, oferecendo possibilidades nesse período que antecede a vida adulta, o IBHF tem como propósito auxiliar na formação desses jovens, capacitando-os e transmitindo valores e ética nas atitudes do dia a dia, para que eles se reconheçam como cidadãos globais e aptos a serem protagonistas na transformação de um mundo melhor.


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