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CONSUMO DE MODA

No consumo de moda, 9 a cada 10 brasileiros ainda preferem lojas físicas.
Uma pesquisa feita com mais de mil consumidores mostra que, no consumo de moda, nove a cada dez
brasileiros ainda preferem fazer compras em lojas físicas. O estudo é da empresa de pesquisa e
monitoramento de mercado e consumo Hibou.

De acordo com a pesquisa, 89% dos brasileiros preferem adquirir roupas e acessórios em lojas físicas;
40% também gostam de comprar pela internet, por sites ou aplicativos, e 31%, por WhatsApp. O modelo
de negócio que se baseia no envio de uma mala de roupas para o cliente experimentar em casa
também foi citado por 2% dos respondentes.

Ainda segundo a pesquisa, mesmo em época de pandemia de Covid-19, 74% dos brasileiros se sentem
seguros de comprarem em loja presencialmente. Mas os consumidores exigem algumas garantias. O
que a maioria dos compradores espera hoje das lojas é o trio controle de entrada, atendentes de
máscaras e limpeza do ambiente.

“O contato presencial ainda é predominante na categoria moda”, afirma Ligia Mello, sócia da Hibou e
coordenadora da pesquisa. “O que está ainda mais evidente, na verdade, é a consciência dos
consumidores”.

A pesquisa revela também que 71% dos brasileiros esperam das marcas uma cadeia produtiva mais
consciente, com menos uso de água e sem crueldade animal e 51% querem processos humanizados.
“O consumidor não está preocupado de ir até uma loja física; ele quer comprar de cadeias que prezam
pela consciência global de ambiente e com responsabilidade social”, complementa Ligia.


VAIDADE MASCULINA

São 675 itens só para homens: esmalte, creme pra depilar, para tirar ruga, para reduzir abdome e vários tipos de modeladores para cabelo. A loja montou estratégias de venda baseadas no perfil do público masculino. “A gente sabe que o homem precisa de uma venda assistida, ele tem pressa, quer ser atendido com rapidez, mas nós temos em todas nossas lojas profissionais de beleza. São cabeleireiros que atendem exclusivamente nossos clientes pra tirar dúvidas com relação a nossos produtos”, explica Vladmir Bastidas, coordenador de eventos.

Já uma fábrica de cosméticos também percebeu a tendência e a produção, que era direcionada só para mulheres, focou também o público masculino. Em 2018, a indústria lançou uma linha para homens com gel, pomadas modeladoras, shampoo e óleo para barba. “Ainda representa pouco no total de cosméticos, no total de faturamento da nossa companhia, mas já tivemos um crescimento de 700% do faturamento inicial em 2013”, afirma Daniele Ferré, gerente de marketing.

No último ano, a fábrica faturou R$ 14 milhões com os produtos masculinos. Algumas medidas ajudaram a conquistar esse público. “A fragrância tem que ser leve, fresca, com gengibre, ginseng, e a embalagem, discreta. A gente trabalha com o passo a passo de produtos, desenho de como usar, cores neutras, foscas, uma coisa que não chame tanta atenção. O público masculino gosta de coisa discreta”, diz Andreia Castro, gerente de produto.

A fábrica fornece para mais de 60 mil perfumarias e drogarias no país. Agora a aposta é numa nova linha de shampoos e condicionadores, vendidos pela internet. A gerente de marketing Daniele explica que o investimento para esse mercado vai ser o e-commerce, já que esse público gosta muito de tecnologia, gosta de achar as coisas fáceis.

“Eu acredito que o potencial de produtos masculinos é continuar crescendo na casa dos dois dígitos nos próximos 20 anos. Então, é um grande mercado que se apresenta pela frente”, afirma o presidente da Abihpec.

Fonte: G1